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amizade, o carinho e o companheirísmo presentes , neste presente, da Rosa Maria de Britto Cosenza.
Poema fixado nas asas do moinho durante a exposição do Proyecto Cultural Sur,
na 5º Feira Nacional do Livro, em Ribeirão Preto, SP.
DULCINÉIA
Para Vanderley Caixe
A tirei meus versos nas pás dos moinhos
para voarem nas asas do vento,
do mundo espalhando pelos caminhos
sementes de amor, carinho e ternura,
criando raízes de bom sentimento,
gerando harmonia pra vida futura.
Dragões enfrentei na luta diária.
Tentando a defesa de sonhos possíveis,
entrei na batalha da reforma agrária.
Chamaram-me louco, igual a Quixote,
porque em combate fiz coisas incríveis
e sigo na busca de mais belo dote.
Ao lado dos pobres, do povo oprimido,
procuro implantar a fé na justiça.
Entrei na peleja do mundo sofrido
e, no meio da dor, da fome e miséria,
montado a cavalo, invadi essa liça,
ergui minha espada em prol da quimera.
Sou bravo, sou forte, quixote dos pobres,
a ti, caro povo, doei minha vida,
portanto não quero que ainda me cobres
favores insanos, renúncias e danos.
Só peço que encontres a minha querida
por quem esperei durante esses anos.
Rosa Maria de Britto Cosenza.
Cordenadora Nacional de Literatura do PCSUR/Brasil.Ribeirão Preto, 17 de agosto de 2005.
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